PRÁTICA EM PÓS-GRADUAÇÃO: O Desenho, a Cidade e o Corpo em discussão no Seminário de Arquitecturas-Imaginadas 2018

Categoria: Ciências sociais aplicadas: Arquitetura Ricardo Mingareli Del Valle e Fernando Guillermo Vázquez Ramos Imprimir Email

Resumo

Um pequeno retrato da experiência prática em pós-graduação obtida através do relato teórico produzido no V Seminário Internacional Arquitecturas – Imaginadas: Representação Gráfica Arquitetônica e Outras-Imagens. Desenho [...] Cidade [...] Corpo, habitando a Terra, que nesta edição teve como ponto de encontro à cidade de São Paulo/Brasil. O objetivo deste relatório é enfatizar a troca de ideias adquiridas entre as diferentes experiências culturais em torno das discussões cordiais ocorridas neste seminário,

 

que trouxeram as habilidades de inserção do desenho e do corpo sobre os desenvolvimentos teóricos, funcionais, práticos e reais da arquitetura e das cidades habitadas (por diversas maneiras, aspectos, e culturas); e como a efetivação destas discussões vem sendo empregadas na didática acadêmica do ensino da arquitetura e urbanismo. O resultado deste debate obteve-se no encontro amistoso entre as Faculdades de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Lisboa com a Universidade de São Paulo, Juiz de Fora e outras Instituições convidadas entre elas a Universidade São Judas Tadeu, realizado numa semana intensa de discussões em março de 2018, tendo a intenção de firmar a importância de um bom diálogo entre o corpo e o desenho a um bom funcionamento prático da arquitetura e da cidade, para que de fato este entrosamento seja a melhor maneira de habitar a terra.

Palavras-chave: Territorialidade, Legibilidade, Movimento

 Abstract:

A small portrait of the practical experience in postgraduate studies obtained through the theoretical report produced at the V International Seminar on Imagined Architectures: Architectural Graphical Representation and Other Images. Drawing [...] City […] Body, inhabiting the Earth, which in this edition had as meeting points the city of São Paulo/Brazil. The purpose of this report is to emphasize the exchange of ideas acquired between the different cultural experiences around the cordial discussions that took place in this seminar, which brought the skills of insertion of the drawing and the body on the theoretical, functional, practical and real developments of the architecture and inhabited cities (in various ways, aspects, and cultures); and how the effectiveness of these discussions has been used in the academic didactics of teaching architecture and urbanism. The result of this debate was obtained in the friendly meeting between the Faculties of Architecture and Urbanism of the University of Lisbon with the University of São Paulo, Juiz de Fora and other institutions invited among them the University São Judas Tadeu, held in an intense week of discussions in March 2018, intending to establish the importance of a good dialogue between the body and the drawing to a good practical operation of the architecture and the city, so that this interaction is in fact the best way to inhabit the land.

Keywords: Territoriality, Legibility, Movement.

Resumen:

Un pequeño retrato de la experiencia práctica en posgrado obtenida a través del relato teórico producido en el V Seminario Internacional Arquitecturas - Imaginadas: Representación Gráfica Arquitectónica y Otras-Imágenes. [...] Ciudad [...] Cuerpo, habitando la Tierra, que en esta edición tuvo como punto de encuentro a la ciudad de São Paulo/Brasil. El objetivo de este informe es enfatizar el intercambio de ideas adquiridas entre las diferentes experiencias culturales en torno a las discusiones cordiales ocurridas en este seminario, que trajeron las habilidades de inserción del diseño y del cuerpo sobre los desarrollos teóricos, funcionales, prácticos y reales de la arquitectura y las ciudades habitadas (de diversas maneras, aspectos, y culturas); y como la efectividad de estas discusiones viene siendo empleadas en la didáctica académica de la enseñanza de la arquitectura y urbanismo. El resultado de este debate se obtuvo en el encuentro amistoso entre la arquitectura de universidades y Urbanismo de la Universidad de Lisboa, con la Universidad de Sao Paulo, Juiz de Fora y otras instituciones invitadas como la Universidad São Judas Tadeu, llevado a cabo una intensa semana de discusiones de marzo de 2018, teniendo la intención de firmar la importancia de un buen diálogo entre el cuerpo y el diseño a un buen funcionamiento práctico de la arquitectura y de la ciudad, para que de hecho este entramado sea la mejor manera de habitar la tierra.

Palabras clave: Territorialidad, Legibilidad, Movimiento

 

Introdução

“A vida flui da Natureza, e a técnica do vício rotineiro”(informação verbal) 1

Pensar na composição morfológica das cidades parece o caminho a uma infindável discussão, principalmente se considerarmos questões como estruturação urbana e diagramação arquitetônica ao modo de viver que parcializa a normativa social em que a cidade está inserida. Como arquitetos, tomamos algumas questões categóricas que conceituam morfologicamente a cidade que habitamos e suas formatações, a fim de proporcionar um entendimento global sobre o funcionamento das cidades. Temáticas como estruturação urbana ou diagramação arquitetônica que envolve a cidade nos levam a questionar os pontos primordiais de sua composição, como projeto e desenho, e como a concepções destes itens estão de fato atendendo as necessidades apresentadas pelos corpos que a ocupam e que por intermédio dela se sociabilizam, podendo assim, nesta linha de pensamento estabelecer como um dos critérios primordiais para a concepção das cidades a movimentação dos corpos que nelas habitam.

Assim, notamos que o modelo de cidade que conhecemos se articula como ambiente de infraestrutura à vida citadina e cotidiana de seus habitantes, e ao desfragmentar suas definições de território urbano, como malha viária e setorização de usos vemos que, o desenho da cidade vincula-se a estabelecer um território modesto de questões intrínsecas, formados por lugares ao mesmo tempo físicos, subjetivos, técnicos e simbólicos, que fazem o território urbano inteligível ao convívio humano.

Neste sentido, este relatório (que copila as ideias debatidas por diferentes temáticas a introdução do desenho, da cidade e do corpo), insere-se num campo de análise visando uma estruturação hegemônica e metodológica para concepção da arquitetura e da cidade a partir das colocações pragmáticas à movimentação humana no meio urbano em estudos realizados por diferentes participantes em variadas linhas de pesquisas à mesma temática [APÊNDICE A]: indo de relatos em análises conceptivas da sociabilização corporal no meio urbano apresentados pelos seminaristas no primeiro e segundo dia de discussão deste encontro referido, à totalidade da movimentação e ocupação dos corpos (eixo central da discussão deste seminário); até as possíveis representações gráficas do desenho e de sua estruturação debatidos nos subsequentes dias, que verbalizaram de forma prática a ocorrência da movimentação dos corpos em meio à arquitetura e as cidades, e também, como esta representatividade do movimento corporal é aplicada ao ensino da arquitetura, em modalidade plástica, perceptível e notória, de forma que o aluno passe a pensar na composição arquitetônica e urbana a partir da movimentação e apropriação do corpo.

Desta forma inicia o debate no V Seminário de Arquitectura - Imaginadas, trazendo a priori questões como a falta de afinidade com o desenho na concepção das cidades contemporâneas tomadas pela infindável massa tecnológica destinada às socializações urbanas, aqui proferidas nas iniciais e duras palavras da Prof. Dra. Lucrécia D’Alessio Ferrara, que desabafou sobre a importância da cidade concebida através do desenho, deixando um alerta de como as cidades vem sendo estruturadas e ressignificadas a partir da interpessoalidade tecnológica: “a cidade como desenho do ambiente surge como organismo central em meio à tecnologia mediática, que sempre está em transação e subjetividade” (informação verbal) 2. Assim, podemos ter como hipótese a formação das cidades a partir da ocupação dos corpos, onde dentro desta apropriação são organizados categoricamente as ações e movimentos do cotidiano humano, como o simples fato de existir e morar (resultantes de funções que ressaltam a sociabilidade), às ações de aperfeiçoamento e evolução (como estudar, trabalhar e se entreter) até as práticas mais categóricas, como a permanência temporária de um viajante (que ali ocupa o espaço, mas não se apropria do lugar) sem esquecer-se das práticas rejeitadas ao convívio social (como a boemia e a prostituição). Estes são alguns, dentre tantos, exemplos de modalidades capazes de significar e organizar o espaço urbano das cidades, sendo assim, pertinente ao desenho o entendimento da movimentação dos corpos sobre estas ações, afim de que este se torne um elemento regulador da cidade (intermediador entre cidade e corpos), estabelecendo relações entre mente, corpo e cidade; numa tentativa que possibilite o entendimento do processo comunicativo e desafiador de encontrar no desenho o corpo vivo.

Este V Seminário de Arquitectura - Imaginadas teve como objetivo elucidar a representação gráfica como parte compositora da arquitetura, bem como outras imagens que podem caracterizar a essência morfológica da cidade, de forma que, a junção destes elementos resulte na composição harmoniosa de funcionamento do espaço urbano, ao abrir um campo de discussão com enunciações tão controversas entre si, como o Desenho [...] Cidade [...] e Corpo, tendo como decorrência Habitar a Terra; fazendo-nos assim refletir, a maneira com que o espaço urbano vem sendo composto e como esta formatação de cidade tem atendido a movimentação necessária aos corpos que a ocupam. Para esta discussão, os participantes deste seminário (a maior parte formados por mestres, doutores e pesquisadores de arquitetura) trouxeram a problemática de como a interferência do desenho e do corpo tem acontecido dentro dos parâmetros de formatação de cidade tanto sob uma visão social quanto uma visão acadêmica.

  1. Desenho [...] Cidade [...] Corpo.

Pensar na cidade contemporânea sem pensar em sua morfologia é quase um equivoco sob qualquer parâmetro (dialogo fundamental deste seminário). Sua composição transcende barreiras tanto culturais como sociais, tendo proporções além do territorial, com características sociais um tanto exacerbadas em sua formatação, tanto é que, as distintas e variadas culturas presentes no seminário tiveram o mesmo objetivo: analisar a cidade e suas formas compositivas, fazendo este encontro tomar um rumo um pouco excêntrico, primeiro pelas discussões multiculturais dadas por participantes de diversas localidades (como Portugal, Itália, Espanha e Brasil) com visões completamente diferentes dos espaços urbanos, mas com mesma formatação de cidades resultantes de problemáticas e soluções, erros e acertos a partir da inserção do desenho e da movimentação dos corpos nestes espaços; segundo pela própria proposta do seminário em explorar as linhas de composições intrínsecas das cidades.

Assim, como a Prof. Dra. Lucrécia iniciou a discussão pensando no desenho como organismo central e articulador do território da cidade, o corpo como ocupante deste território (livre para movimentar-se no espaço ocupado), e a cidade como organizadora categórica das ações cotidianas decorrente das movimentações dos corpos formatados pelo desenho da cidade; resultamos a junção destes pontos tão controversos, mas que se comunicam pelo mesmo denominador em comum: a cidade e o corpo na ação em habitar a terra (uma qualidade um tanto significativa à função do arquiteto projetista da cidade).

Se seguirmos pelo viés de que cada enunciado apresentado tem um significado distinto para a composição da cidade, as reticências inseridas entre as enunciações do tema proposto pelo seminário também se tornam sintomáticas a esta discussão, pois abrem um campo de composição temporal e conceitual entre um termo e outro, Desenho [...] Cidade [...] e Corpo; e se tornam um processo compositivo com um único objetivo: habitar a terra.

A comunicação entre as diversas culturas neste seminário foi fundamental para o entendimento acerca da composição entre desenho e corpo na cidade. A representatividade dessa junção foi relatado e demonstrado na ilustração elaborada pelo Prof. Dr. Ricardo Ferreira Lopes em debate com o Prof. Dr. Pedro Janeiro há alguns anos passados (fig.1), ganhando notoriedade para o logotipo deste encontro; que não só demostra essa multidisciplinaridade cultural, mas também mostra a capacidade do movimento corporal em interagir com o espaço habitado, quando em seus traços o corpo é expresso em movimentos rítmicos (como uma dança ordenada por suas ações) ocupando lugar na cidade (onde para indicação de pertença à cidade de São Paulo é representada pelo ícone Masp, Lisboa pelos eléctros portugueses e Juiz de Fora com os painéis de Portinari), proporcionando ao contemplador do desenho a sensação de liberdade ocupacional, ao mesmo tempo uma noção de pertença e territorialidade, quando em meio à dança rítmica o corpo “pisa no território” e revela o movimento necessário a ocupar a cidade.

 

Figura 1– Logo de divulgação do V Seminário de Arquitecturas Imaginadas, Imagem concedida: Prof. Ricardo Ferreira Lopes.Figura 1– Logo de divulgação do V Seminário de Arquitecturas Imaginadas, Imagem concedida: Prof. Ricardo Ferreira Lopes.

O debate sobre a contribuição do desenho para grandes representações humanas no seminário foi prosseguido com o Professor italiano Dr. Marcelo Sèstito que trouxe a representação figurada do corpo na forma representativa do desenho (demonstrando a ocupação do homem no universo), onde a arquitetura é pensada a partir da movimentação dos corpos, e por sua vez, esta referida arquitetura se apropria do formato corporal figurado, onde as definições representativas do edifício podem ser entendidas tanto como um teto sobre a cabeça, como por tatuagens pintadas sobre a pele (que representam ações humanas); podendo também, o próprio corpo surgir como peça fundamental (central) na estruturação arquitetônica, como por exemplo, quando a proporção do corpo humano ganha significância para composição da arquitetura hindu (fig.2), ou nas tradições africanas e italianas onde se inserem a escultura do corpo humano nos objetos arquitetônicos, conceitos que podem ser vistos nas obras de Palladio, Michellangelo e Paolo Soleri.

Figura 2– Comparação entre a figura humana e alguns templos Hindus, fonte: (SÈSTITO , 2017, p.44).Figura 2– Comparação entre a figura humana e alguns templos Hindus, fonte: (SÈSTITO , 2017, p.44).

 O Prof. Dr. Marcelo Sèstito evidenciou a representação da movimentação do corpo na arquitetura a partir dos estudos de proporção humana, colocando que os mesmos podem ganhar notoriedade nas cidades junto a uma atenção exagerada a esta representatividade: “Esculturas corporais ganham proporções elevadas e gigantescas por todo mundo, como uma competição pelo maior tamanho escultural, visto no Egito e na China” (informação verbal) 3. Em contraponto a isto, Sèstito indica a representação do corpo feminino no próprio Egito e na Grécia além da estruturação corporal, quando aparecem representados em composições arquitetônicas contidas em proporções de suavidade e sensualidade, ganhando notoriedade à movimentação corporal (a ação é evidenciada através do corpo); enquanto para os japoneses, as formas representacionais do corpo feminino surgem como uma metáfora para ordenação do espaço.

Ao mesmo tempo notamos que o corpo humano, que é um elemento tridimensional fundamental à nossa disposição não é o “foco”, considerado central para a compreensão da forma arquitetônica; mesmo que esta arquitetura possa ser considerada uma arte, ela é marcada por uma fase de projeção, como arte visual abstrata, em vez de fundada no corpo... Acreditamos que o senso de tridimensionalidade reside essencialmente na experiência do corpo e que pode assim, formar a base para entender o sentimento espacial submetido nos edifícios(C. BLOOMER E W. MOORE, apud SÈSTITO,2017, p.41, tradução nossa).

Mas não é só a totalidade do corpo humano que aparece inserido na arquitetura, partes do corpo como “mãos” e “falo” também são representados sobre formas figuradas e compositoras de objetos monumentais, num contexto de representatividade erótica (ou não) e explícita da arquitetura, sendo de grande valia à disposição espacial do edifício concebido. Sèstito, concluiu o pensamento da arquitetura corpórea como um matrimônio entre corpo e casa, numa analogia que concebe imagens a partir de elementos cognitivos capazes de gerar conhecimentos. Esta relação entre arquitetura e corpo como referência análoga aos elementos compositivos é marcada por figuras retóricas concebidas pelo projetista no formato de suas ideias.

A diversidade compositiva da ocupação do corpo humano no espaço urbano gera discussões variadas sobre o assunto, o Prof. Dr. Fernando Gillermo Vázquez Ramos e o Arq. Ricardo Del Valle apresentaram a analogia sobre o poder do corpo humano na ordenação da cidade sob o aspecto das práticas lascivas, como a prostituição; podendo estes corpos ocupar o mesmo espaço da cidade até então dominada pelos afazeres rotineiros e cotidianos, sendo capazes de reordenar os espaços da cidade pela movimentação dos corpos em busca de prazer e prostituição.

Nesse lugar organizado por operações ‘especulativas’ e classificatórias, combinam-se gestão e eliminação. De um lado, existem uma diferenciação e uma redistribuição das partes em função da cidade, graças à inversão, deslocamentos, acúmulos, etc.; de outro lado, rejeita-se tudo aquilo que não é tratável e constitui portanto os ‘detritos’ de uma administração funcionalista (CERTEAU, 1998, p.173).

Numa outra perspectiva do seminário (separada pelas reticências), o desenho foi colocado como ícone principal na concepção da arquitetura, idealizado como parte integrante do caráter de um arquiteto, e a afinidade entre autor (arquiteto) e obra (desenho) como peça primordial à boa ordenação compositora do espaço da cidade. A Prof. Dra. Gisele Carvalho e suas alunas Isadora Bachmann e Milena Figueiredo apresentaram o desenho que seduz, tomado por uma perspectiva simétrica de proporções áureas do traçado vitruviano na arquitetura colonial portuguesa do século XIX na cidade de Recife, enquanto o Prof. Dr. Pedro da Luz discutiu o desenho formado por planos e projetos como elemento primordial para composição das referências arquitetônicas sociais compartilhadas pela cidade; já a Prof. Dra. Ana Moreira da Silva colocou o desenho como elemento chave no processo criativo da arquitetura, com caráter “livre”, sob a base do pensamento insuperável em sua formatação, podendo ser produzido em qualquer hora, lugar e ocasião. “O traçado à mão livre pode ser considerado até mesmo como base dos recursos tecnológicos de produção do desenho que temos hoje: Ele é a forma assertiva de expressão do arquiteto” (informação verbal)4.

Numa desfragmentação analógica da concepção do desenho, os Professores. Dr. Ricardo Ferreira Lopes e Dra. Lelia Vasconcelos trouxeram a superação dos preceitos tradicionais com a prática experimental dos sentidos e sentimentos através das percepções sensoriais no desenho, representando o objeto em sua perspectiva natural, exatamente como ele é e pode ser sentido. Para eles, o desenho vem perdendo seu valor com o paradoxo analógico em paradigmas que se modificam desde o Renascimento até o BIM, mudando a forma de pensar do arquiteto através das variadas modificações de concepção do desenho ao longo do tempo.

Na mesma interação de interpretação do desenho arquitetônico colonizador português ora antes apresentado pela Prof. Dra. Gisele Carvalho e equipe, a Prof. Dra. Ana Vaz Milheiro trouxe a emblemática imposição arquitetônica colonial portuguesa no território africano, sob uma narrativa que extrapola as barreiras culturais, impondo um traçado arquitetônico definitivo fora dos conceitos sociais, culturais e territoriais africanos existentes (ignorando o fator cultural do povo local), criando assim uma nova interpretação urbana de cidade a partir da concepção do desenho colonizador. A bancada do segundo dia encerrou com a apresentação da Prof. Ms. Josielle Cíntia de Souza Rocha, numa interpretação de observação da vitalidade urbana da cidade de Madureira, no Rio de Janeiro, onde a cidade é produzida pelo povo e ordenada pela ação de seus ocupantes; o desenho aqui entra como ferramenta ordenatória ao espaço de convívio social, tendo habilidades de reformular e aprimorar uma cidade já diagramada, ocupada e fragmentada pelo corpo.

No inicio do penúltimo dia de seminário, as discussões começaram com o questionamento do que é belo e o que é arte, numa analogia ao planejamento de cidade segundo os pensamentos artísticos contidos nas obras de Camillo Sitte apresentados pela Arq. Raiane Duque, que analisou sob um parâmetro artístico a possibilidade de compreensão da estrutura da cidade a partir das características do belo, do estilo e da estética. Seguidos pelas transmissões em vídeos dos Professores Dr. Walter Angelico que trouxe a resiliência constituidora de um movimento espontâneo capaz de fazer a arquitetura entrar em cena através de grandes ações; e do Dr. Santo Giunta com a essência da memoria transfigurada nas obras de Carlo Scarpa.  

O Seminário seguiu então com o discurso imensurável da Prof. Dra. Myrna de Arruda Nascimento e do Prof. Dr. Feres Lourenço Khoury a respeito do corpo como parte na composição da cidade e do desenho, ficando evidente assim, a importância das reticências que separa os enunciados deste seminário (como compositor da transição que junta estes termos) deixando claro o corpo como sedutor instantâneo das estratégias arquitetônicas. Para compreensão desta análise, os pesquisadores separaram o corpo em três categorias:

  1. O Corpo Observatório, que contempla minunciosamente o espaço apropriado.
  1. O Corpo Ambulante, que se desloca e projeta-se como cúmplice do desenho real.
  1. O Corpo Artífice, como autor da paisagem e do imaginário.

E para tecer o entendimento desta analogia, os pesquisadores trouxeram como formulação prática uma demonstração em vídeo sobre um corpo ambulante em movimento rítmico e dançante nas areias de uma praia, aonde o corpo que inicialmente apresenta movimentos minuciosos e tímidos, amplia gradativamente seu campo de observação territorial e apropria-se aos poucos do território ocupado, enquanto seus movimentos dançantes ganham maior intensidade até dominar o espaço por completo. Aqui, a dança e o movimento representam o desenho das ações do corpo que compõe a paisagem apropriada do território.

Assim, o seminário deu sequência a uma primorosa aula sobre imagens literárias ministradas pelo Prof. Dr. Vito Cardone, que trouxe o desenho como produto de maior importância elaborado pela criatividade humana, e a apropriação deste pela arquitetura como fruto da sabedoria em colocar no papel aquilo que não imaginamos, mas vivenciamos, “pois a arquitetura deve ser sentida, aprendida e contemplada pra depois ser desenhada” (informação verbal)5.

Figura 3– Metrobasel, fonte: Herzog, Meuron e Herz In: (Santos, 2017, p.103).Figura 3– Metrobasel, fonte: Herzog, Meuron e Herz In: (Santos, 2017, p.103).

Depois, as histórias em quadrinhos (HQ’s) entraram em cena como narrativa do espaço urbano e sua utilização como linguagem no ensino do projeto de arquitetura e urbanismo, sobre uma didática acadêmica para entendimento da própria dinâmica que orienta a cidade (fig.3), apresentados pelo Prof. Dr. José Gustavo Francis Abdalla ao formato transcrito da cidade nos HQ’s sob a perspectiva eficaz do desenhista (contador da história), que faz com que o leitor compreenda a diagramação urbana apresentada numa leitura em primeira pessoa, sendo esta uma forma distinta que o desenho se apropria e transcreve a cidade, “uma proposta que chame os estudantes a produzir conexões entre fatos e informações, relacionando-os da maneira mais adequada com o que imaginam ou acreditam” (COSTA, apud SANTOS, 2017, p.52).

Dando sequência, o Prof. Dr. Fernando Moreira da Silva apresentou o papel do corpo e do desenho na produção do projeto arquitetônico, como comunicadores de questões antropométricas e ergonômicas que tornam à figura humana peça fundamental para o ensino da arquitetura e construção do sentido de lugar. Finalizando o dia, a Prof. Dra. Margarida Louro fechou as reticências com o “habitar a terra” a partir da escala do projeto arquitetônico sobre várias abordagens que contemplam as ações dos habitantes no espaço.

No ultimo dia de discussões, a Prof. Dra. Eneida de Almeida junto com a Prof. Dra. Maria Carolina Maziviero trouxeram a cidade metafórica sob uma analogia de aproximação da cidade pela observação de experiências realizadas em oficinas acadêmicas por alunos da graduação do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade São Judas Tadeu/SP, onde as pesquisadoras relembraram os ensinamentos de Michel de Certeau sobre “as práticas do espaço [que] tecem, com efeito, as condições determinantes da vida social” (CERTEAU, 1998, p.175) e o conhecimento e entendimento da cidade pelo caminhar, observar e registrar sua movimentação através da escala humana, dados por passos a pé pelas ruas da cidade, que tornam possíveis e palpáveis as noções de patrimônio, pertença e cidadania, num exercício de mapeamento colaborativo realizado entre os alunos e comunidade.

Seguido assim, pela analogia de representações cinematográficas da cidade (que favorecem uma leitura diferenciada do ambiente urbano) com os filmes “Drácula de Bram Stoker” (1992) e “Her” (2013) apresentados pelo Prof. Ms. Ralf José Castanheiras Flôres, ao tecer um parâmetro comparativo de dualidade sobre o corpo na cidade, sendo o humano melancólico que perde sua humanidade e a cidade em sépia numa perspectiva das movimentações humanas; e logo, seguindo a mesma linha de representação cinematográfica da cidade, a Prof. Ms. Luiza Pimenta Sol trouxe seu trabalho de percepção da cidade no formato audiovisual dos vídeos clipes (ferramenta importante de comunicação e marketing dentro do contexto social, urbano e musicista da década de 1980), onde a movimentação da cidade era apresentada de forma direta à ocupação da linguagem musical vigente na época, tornando a cidade tangível ao seu espectador, como demonstrado pela pesquisadora na apresentação da cidade de Nova York através do vídeo clip Englishman In New York (1987) do musico Sting (fig.4).

Figura 4 – Sting – Englishman In New York, fonte: Vevo Youtube (2018).Figura 4 – Sting – Englishman In New York, fonte: Vevo Youtube (2018).

 Na segunda parte da ultima tarde de seminário, o Arq. Miguel Cruz apresentou a experimentação presencial incorporada à arquitetura, o ego como experiência transcendental vivenciada nesta arquitetura e o valor corpóreo que movimenta o espaço urbano. Dando a palavra ao Prof. Dr. Luís Antônio Jorge que colocou a pesquisa acadêmica em arquitetura como prática do pensamento artístico do arquiteto e urbanista em formação sobre a dura vida da cidade: uma investigação palpável e perceptível do espaço urbano que o corpo está inserindo, tendo por análise à diversidade e a cultura que desafia a compreensão do campo fenomênico da cidade. Seguido pela análise metafórica da pele da cidade (pele como impressão digital) que carrega potencialidades únicas que constituem a identidade do organismo do espaço urbano apresentado pelo Prof. Dr. Francisco Oliveira.

Por fim, o Prof. Dr. Pedro António Janeiro encerrou os debates da semana ressaltando a importância do desenho livre (visível, de visibilidade e de contemplação) e do desenho corpóreo (corpo humano que movimenta a cidade) como constituinte primordial à forma da cidade, da arquitetura e da formação do profissional da arquitetura e do urbanismo, características fundamentais que verbalizam a união dos tópicos: desenho, cidade e corpo, analisados por este seminário.

 

  1. Resultados dos Workshops

As ministrações dos workshops contaram com uma didática prática paralela as apresentações e discussões das pesquisas científicas, e tiveram resultados satisfatórios à compreensão de como a teoria apresentada no seminário acontece de fato.

Figura 5–Workshop colaborativo – Cidade Filmada, foto concedida: Prof. Luiza Pimenta Sol.Figura 5–Workshop colaborativo – Cidade Filmada, foto concedida: Prof. Luiza Pimenta Sol.

 A Prof. Ms. Luiza Pimenta Sol realizou com seus convidados um mapeamento da cidade de São Paulo através de materiais audiovisuais (filmes, documentários e vídeos clips) filmados dentro do espaço urbano desta cidade (escolhidos pelos próprios participantes do workshop), de forma que a apresentação da cidade paulistana transpassada nas reproduções cinematográficas possibilite o entendimento do funcionamento de sua vida existente (fig.5). Seguido pelo workshop ministrado pelo Prof. Dr. Ricardo Ferreira Lopes, onde o enfoque foi à produção de imagens multissensoriais realizadas em experimentos práticos na reprodução gráfica de objetos através dos sentidos que superam os preconceitos visuais; e pelo workshop do Prof. José Gustavo Francis Abdalla onde a prática perceptível da cidade através das histórias em quadrinhos foi ministrada de forma tangível, levando seus convidados à narrativa do espaço urbano de forma a interpretar a cidade num formato interpessoal, para que a comunicação das ilustrações sequenciais (que compõe os HQ’s) transporte o leitor final á uma interpretação pessoal da cidade transcrita.

Figura 6–Workshop colaborativo – Desenho, Arquitetura e Corpo, foto: do Autor.Figura 6–Workshop colaborativo – Desenho, Arquitetura e Corpo, foto: do Autor.

Por fim, fomos levados a uma atividade de percepção corporal comandada pelo Prof. Dr. Feres Lourenço Khoury com os alunos da graduação do curso de arquitetura e urbanismo da FAU-USP, resultando em três análises distintas: a primeira com o deslocamento dos participantes entre o espaço onde o seminário é realizado (Centro Universitário Maria Antónia/USP-SP) às dependências da faculdade de arquitetura e urbanismo da universidade de São Paulo (FAU/USP), possibilitando assim, a percepção da movimentação dos corpos (alunos) que ocupam um edifício tão emblemático à arquitetura paulistana; a segunda pelo próprio exercício proposto em workshop de interpretação do corpo nu através do desenho de expressão, suas ações de movimento e suavidade que ultrapassam a barreira sensual de um corpo erotizado, deixando evidente não só a forma artística, mas o formato perceptível da apropriação (neste exercício) do corpo ao lugar, e em terceiro à análise pelo olhar com que os alunos da graduação de arquitetura e urbanismo interpretam e reproduzem a movimentação do corpo pelo olhar transcritos no desenho de expressão (fig.6), deixando claro à prática das palavras do Prof. Dr. Pedro Antonio Janeiro “a proximidade do arquiteto ao desenho expressivo é fundamental para a produção arquitetônica” (informação verbal)6.

  

Considerações Finais

Através das distintas pesquisas apresentadas neste V Seminário Internacional Arquitecturas – Imaginadas, pôde-se perceber a preocupação com a movimentação do corpo e a cidade ocupada. Esta temática tornou-se ponto fundamental para elucidar tanto os aspectos direcionais da inserção dos corpos na arquitetura e nos espaços urbanos, como também sua relação com o desenho de concepção morfológica arquitetônica. A reunião das informações apresentadas pelos pesquisadores deste seminário reforça o pensamento levantado no inicio desta discussão, sobre a morfologia da cidade ocupada e pensada através da discussão de estruturação urbana e da diagramação arquitetônica, quando se tem por consideração o modo de viver que parcializa a normativa social estabelecida pelos critérios necessários à apropriação dos corpos. Abrindo desta forma, precedentes a várias hipóteses de representatividade corporal (como discutido através das várias pesquisas apresentadas) levando a um único objetivo: a movimentação do corpo no espaço apropriado.

Assim, este evento trouxe por resultado, tanto a concepção da arquitetura pensada a partir da movimentação dos corpos ao apropriar-se de seu formato figurado à edificação onde a representação do edifício estabelece um conceito relacional entre corpo, desenho e planta arquitetônica baseada na proporção humana geradora de imagens e conhecimentos a partir de seus elementos cognitivos; quanto à ressignificação territorial realizada pela movimentação dos corpos capazes de rediagramar o mesmo espaço urbano de convívio social pela movimentação de seus corpos e por suas ações, como o enquadramento efetivo do desenho arquitetônico delimitador da movimentação corporal, que também estabelece vínculos entre corpo, desenho e planta (arquitetônica e de cidade), fazendo destas ações (estabelecidas através da movimentação do corpo) um dos papeis fundamentais do profissional da arquitetura em conceber o espaço apropriado, colocando em seus traços o delineamento além do imaginado, mas do vivenciado e experimentado (e no caso do corpo: do dominado e ocupado), analisando desta forma a possibilidade de compreensão da estrutura urbana a partir das características corporais.

Desenho [...] Cidade [...] e Corpo, não poderiam estar mais entrelaçados em suas reticências como apresentado neste V Seminário de Arquitecturas – Imaginadas. A concepção dos enunciados sob um aspecto morfológico da estruturação da arquitetura e das cidades trouxeram, o entendimento da priori e do dever do arquiteto e urbanista em manter suas raízes vinculadas ao desenho, tendo em prática a notoriedade perceptível da movimentação dos corpos que as ocupam.

Através deste relato, podemos anunciar a forma colaborativa que este seminário conduziu a produção e discussão da arquitetura e do urbanismo, bem como, para a didática e ensinamento da própria disciplina da arquitetura e da cidade, de forma a enfatizar que, o resultado prático da intervenção desenho, cidade e corpo, seja a melhor maneira de habitar a terra.

 

 Notas:

1 Fala da Prof. Dra. Lucrécia D’Alessio Ferrara, durante sua apresentação no seminário, em 05 mar. 2018.

2 Fala da Prof. Dra. Lucrécia D’Alessio Ferrara, durante sua apresentação no seminário, em 05 mar. 2018.

3 Fala do Prof. Arq. Marcello Sèstito durante sua apresentação no seminário, em 05 mar. 2018.

Fala da Prof. Dra. Ana Moreira da Silva durante sua apresentação no seminário, em 06 mar. 2018.

5 Fala do Prof. Dr. Vito Cardone durante sua apresentação no seminário, em 08 mar. 2018.

6 Fala do Prof. Dr. Pedro Antonio Janeiro durante sua apresentação no seminário, em 09 mar. 2018.

 

Referências

CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano. 3ed.Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1998.

SANTOS, C. E.R. As Histórias em Quadrinhos como Linguagem no ensino do Projeto de Arquitetura e Urbanismo. 2017. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2017.

SÈSTITO, Marcello. Corpo e Architettura o de humani fabrica. Soveria Mannelli, Itália: RUB3ETTINO, 2017.

YouTube. (2018, Março 21). Sting – Englishman In New York.Top searches on YouTube: Março 2017 [Video file] Retrieved from https://www.youtube.com/watch?v=d27gTrPPAyk

 

 Apêndice A: Comissão Cientifica e Participantes

 

V SEMINÁRIO INTERNACIONAL ARQUITECTURAS-IMAGINADAS: Representação Gráfica Arquitetônica e Outras-Imagens.

DESENHO [...] CIDADE [...] CORPO, HABITANDO A TERRA.

Centro Universitário Maria Antônia - USP

05 a 09 de Março de 2018

Organização: Curadoria

FACULDADE DE ARQUITECTURA, UNIVERSIDADE DE LISBOA, CIAUD/FA/UL, PORTUGAL:

Prof. Dr. Pedro Antonio JANEIRO (Coordenador Científico do Seminário. Presidente da Comissão Organizadora), Fernando MOREIRA DA SILVA (Presidente do CIAUD/FA/ULisboa), Prof. Dr. João Cortinelle PARDAL MONTEIRO (Presidente da FA/ULisboa), Ana MOREIRA DA SILVA, Dulce LOUÇÃO e Jorge CRUZ PINTO.

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FAU/USP, BRASIL:

Prof. Dra. Myrna de ARRUDA NASCIMENTO (Coordenador Científico do Seminário. Presidente da Comissão Organizadora).

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO, UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA, FAU/UFJF, BRASIL:

Prof. Dr. Ricardo FERREIRA LOPES (Coordenador Científico do Seminário e Presidente da Comissão Organizadora).

Comissão Científica: Participantes

Alessandro CIAMBRONE (UNESCO PARTNER/IT), Alexandra MIRANDA LUÍS (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dra. Ana Aparecida BARBOSA PEREIRA (FAU/UFJF), Ana GUERREIRO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dra. Ana MOREIRA DA SILVA (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dra. Ana VAZ MILHEIRO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Angela COLONNA (FAM/USB/IT), Antonela GUIDA (FAM/USB/IT), Antonella LUGGO (UDSN/IT), Antonello MONACO (UMRC/IT), Antonio CONTE (FAM/USB/IT), Artur ROZESTRATEN (FAU/USP), Carlos Eduardo da ROCHA SANTOS, Carnine GAMBARDELLA (UNESCO PARTNER/IT), Cherubino GAMBARDELA (SUN/IT), Prof. Dra. Eneida de ALMEIDA (USJT), Prof. Dra. Emannuela De FEO (USP/IT), Emanuela CHIAVONE (US/IT), Ernani SIMPLÍCIO MACHADO (FAU/UFJF), Felipe ARLINDO (FAU/UFJF), Prof. Dr. Feres Lourenço KHOURY (FAU/USP), Prof. Dr. Fernando MOREIRA DA SILVA (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dr. Fernando Guillermo VÁZQUEZ RAMOS (USJT), Prof. Dr. Fernando Tadeu de ARAÚJO LIMA (FAU/UFJF), Filipa NOGUEIRA PIRES (FAUL, CIAUD/FA/UL), Filipa ROSETA (FAUL, CIAUD/FA/UL), Francesca FAITA (UMRC/IT), Francesco MAGUIORE (FAM/USB/IT), Francesco MOSCHINI (POLI. BARI/IT), Dr. Francisco OLIVEIRA (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dr. Geovany SILVA (FAU/UFJF), Giovanni MARUCCI (UC/IT), Prof. Dra. Gisele CARVALHO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Giuseppe DE GIOVANNI (USP/IT), Isadora BACHMANN, Javier G-G MOSTEIRO (ETSAM/ESP), Javier RAPOSO (ETSAM/ESP), Javier SEGUÍ (ETSAM/ESP), Prof. Dr. João Cotinelle PARDAL MONTEIRO (FA-UL), Jorge CRUZ PINTO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dr. José Gustavo FRANCIS ABDALLA (FAU/UFJF), Dr. José Nicolau GREGORIN FILHO (FFLCH/USP), Prof. Ms. Josielle Cíntia de SOUZA ROCHA (EAU-UFF), Prof. Dra. Lelia MENDES DE VASCONCELOS (EAU-UFF), Prof. Dra. Lucrecia D’Alessia FERRARA (ESPACC-PUC/SP), Prof. Dr. Luís Antônio JORGE (FAU/USP), Ms. Luísa PIMENTA SOL (FAUL, CIAUD/FA/UL), Marcelo de ANDRADE ROMERO (FAU/USP), Prof. Arq. Marcelo SÉSTITO (UMRC/IT), Prof. Dra. Maria Angela Faggin PEREIRA LEITE (FAU/USP), Prof. Dra. Maria Carolina MAZIVIERO (USJT), Dra. Maria Dulce LOUÇÃO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Maria de Lourdes COSTA (EAU-UFF), Dra. Margarida LOURO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Massimiliano CAMPI (UDSN/IT), Mauro SANTORO CAMPELLO (FAU/UFJF), Miguel BAPTISTA-BASTOS (FAUL, CIAUD/FA/UL), Miguel CRUZ, Milena FIGUEIREDO, Prof. Dra. Myrna de ARRUDA NASCIMENTO (FAU/USP), Paulo Miguel MELO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dr. Pedro Antonio JANEIRO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dr. Pedro da LUZ MOREIRA (IAB/RJ), Pedro Roque Domingues (FAUL, CIAUD/FA/UL), Pina NOVELLO (PT/IT), Raiane DUQUE (FAU/UFJF), Prof. Ms. Ralf José CASTANHEIRAS FLÔRES (SENAC-SP), Ricardo DEL VALLE (USJT), Prof. Dr. Ricardo FERREIRA LOPES (FAU/UFJF), Riccardo FLORIO (UDSN/IT), Salvatore BARBA (US/IT), Prof. Dr. Santo GIUNTA (USP/IT), Saverio D’AURIA (USP/IT), Stefano BERTOCCI (UDSF/IT), Teresa FONSECA (FAUP/PT), Valéria FIALHO (SENAC-SP), Vicenzo D’ALBA (FAM/USB/IT), Vittoria CATALFAMO (FAUL, CIAUD/FA/UL), Prof. Dr. Vito CARDONE (UID/IT) e Prof. Dr. Walter ANGELICO (USP/IT).

 

Mini currículos:

Ricardo Mingareli Del Valle Ricardo Mingareli Del Valle

Ricardo Mingareli Del Valle, Arquiteto, Mestrando do Programa de pós-graduação stricto sensu em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Judas Tadeu (USJT), Rua Taquari, 546, Mooca-SP,telefone (55 11 ) 994598533.

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Currículo Lattes

 

 Fernando Guillermo Vázquez RamosFernando Guillermo Vázquez RamosProf. Dr. Fernando Gillermo Vázquez Ramos, Professor Adjunto do Programa de pós-graduação stricto sensu em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Judas Tadeu (USJT), Rua Taquari, 546, Mooca-SP.

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Currículo Lattes

 

 

Como citar:

DEL VALLE, Ricardo Mingareli; RAMOS, Fernando Gillermo Vázquez. Prática em pós-graduação: O Desenho, a Cidade e o Corpo em discussão no Seminário de Arquitecturas-Imaginadas 2018. Revista 5% arquitetura+arte, São Paulo, ano 13, volume 01, número 16, p. 90.1-90.22, julho, 2018. disponível em: http://revista5.arquitetonica.com/index.php/periodico-1/ciencias-sociais-aplicadas/pratica-em-pos-graduacao-o-desenho-a-cidade-e-o-corpo-em-discussao-no-seminario-de-arquitecturas-imaginadas-2018

 

 
 

 

 

 

 

 

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