III ENANPARQ – Casas de Eduardo Longo: cultura, contracultura e arquitetura

Categoria: Ciências sociais aplicadas: Arquitetura Edite Galote Carranza Imprimir Email

Formado pela FAU Mackenzie durante o Regime Militar, Eduardo Longo (1942-) vivenciou os momentos politicamente conturbados e culturalmente ricos da história recente do país. Ele é um legítimo representante da “Geração AI-5”, formada por jovens sensíveis às mudanças culturais e contraculturais de seu tempo.

Desde seu primeiro projeto, o arquiteto definiu sua linha de trabalho pautada na liberdade artística, investigação formal singular e questionamento ao status quo arquitetônico. Suas casas de juventude são caracterizadas por plantas não ortogonais, com ângulos agudos ou obtusos, formando reentrâncias e saliências, que harmonizam coberturas fortemente inclinadas e multifacetadas; que, apesar de terem pontos de contato com a Escola Paulista Brutalista, não seguiam parâmetros plásticos característicos daquela tendência, nem quaisquer conceitos de esquerda. Na fase contracultural, o arquiteto passa por experiências psicodélicas que influíram diretamente em sua visão de mundo, comportamento e arquitetura. Nesta fase, ao assumir a postura drop out (cair fora), fechou seu bem sucedido escritório para se dedicar a pesquisa Casa Bola, com duas unidades construídas (1972-82). Depois de sua odisseia do espaço residencial, Eduardo Longo jamais retomou seu escritório.

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